PRECISAMOS FALAR SOBRE SUICÍDIO NA MEDICINA VETERINÁRIA

Setembro Amarelo

Aproveitando o Setembro Amarelo, o mês de prevenção contra o suicídio e o mês em que se comemora o dia do Médico Veterinário, o NAUS vem evidenciar esta pauta para os nossos navegantes. Segundo os dados do SUS (Sistema Único de Saúde) os médicos veterinários apresentam uma taxa de 10,6 para 1 frente à população em geral para o risco de suicídio no Brasil.

Nós investimos muitos anos em nossa formação e carreira e muitas vezes não somos reconhecidos no mercado de trabalho, principalmente em relação aos tutores que muitas vezes acreditam que devemos trabalhar apenas em troca de amor.

Por conta da carga horária de trabalho extenuante e da pressão em lidar com vidas, muitos abandonam suas carreiras e entre os que ficam, muitos desenvolvem transtornos psicológicos. As maiores causas de suicídio entre nossos colegas são a Síndrome de Burnout e a fadiga por compaixão.

A Sídrome de Burnout ou Síndrome de Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional causado pela exaustão extrema relacionada ao trabalho que gera impacto em todas as outras áreas da vida. Ela é resultado de estresse excessivo, tensão emocional e esgotamento físico em atividades que demandam muita responsabilidade e competitividade. E toda essa pressão acaba gerando muita ansiedade e nervosismo, podendo resultar em uma profunda depressão.

A fadiga por compaixão é a exaustão de trabalho em prol do próximo que muitos médicos veterinários sofrem quando optam por ajudar animais com tutores sem condições financeiras ou que não querem gastar com seus animais, muito comum no dia a dia da nossa profissão.

Isso sem mencionar a pandemia de Covid-19 que veio intensificar o predomínio das doenças psíquicoemocionais em uma grande parcela da população.

Por isso, se você se identificou com este tema e apresenta sintomas relacionados, talvez seja a hora de buscar ajuda. Converse com outros colegas, com pessoas da sua família e busque ajuda profissional especializada, suporte psicoterapêutico e quando necessário, medicamentoso.

O NAUS entende que estamos todos no mesmo barco e se solidariza com os colegas que estejam enfrentado estas dificuldades neste momento. Força navegantes!

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